segunda-feira, 3 de março de 2008

Resistir às provocações

Recebi, pela primeira vez, um comentário insultuoso. Está no texto em baixo. É o 21º. Já lhe respondi.
Temos que estar preparados para todo o tipo de provocações que vão começar a surgir. Não devemos descer ao nível dessas provocações. Somos professores. Há que manter a calma. Os "descontrolados" devem ser os que estão do lado de lá, isto é, da ministra. Quando a luta aquece, eles, os não informados, os imbecis, os que defendem o tacho ou estão à espera do tacho, enervam-se e perdem as estribeiras. Melhor para nós.
Algo deverá acontecer esta semana. Temos que nos manter firmes. Com esta ministra já nada tem emenda. Esperemos calmamente os próximos acontecimentos.
Mantenhamo-nos firmes e unidos. Não respondamos às provocações. Elas virão: umas grosseiras, outras mais subtis. Mas não temos medo.
O que está em jogo é muito muito importante. E eles sabem-no bem.
Mantenhamo-nos unidos. Mantenhamo-nos firmes.
Lisboa é o caminho.
Até dia 8, em Lisboa.
Um abraço.

6 comentários:

Eduarda disse...

Lá estaremos,lá estaremos!...
Mantenhamo-nos firmes e unidos.
Hoje,na minha aula,( estou no «Felizmente há Luar!»)falei dos «Vampiros»,a propósito da contextualização(o tempo da escrita vs o tempo da história).Reparei que os nossos meninos não estavam muito informados sobre o período da Ditadura.Também não estavam muito informados sobre os resistentes,quem foram,o que fizeram,o que passaram...deu para pensar.Deu-me gozo falar-lhes da resistência nos anos 60.
Vamos resistir,sim,como os resistentes no período da ditadura!

Anónimo disse...

Carpe diem = )
Não são só os professores que estao nesta guerra.
Os alunos também apoiam fielmente um ensino equilibrado e sábio sem hipocrisias nem atentados aos professores.
Queremos aprender mais e mais, é por isso que andamos na escola.
Além disso os professores existem para avaliar, não para serem avaliados.
Sei que não fui a essa união que tao respeitavelmente me orgulho de mensionar para defender que os alunos vao para a escola para aprender e nao para passar tempo, no entanto gostaria de mensionar que atravez de palavras, continuarei a apoiar estes provessores que dao a cara sem medo contra estas parvoices que a ministra decidiu chamar leis que mais parecem atentados contra professores, alunos e respectiva aprendisagem.
Espero que o tempoBreve continue nesta guerra de mao firme porque eu continuarei em nome dos alunos.
Um abraço
P.S-Nao me confunda por favor com alguns anonimos sempre que for eu a escrever começarei por "carde diem" pois adoro a palavra.
Ja agora gostava de saber a sua opiniao,estava a pensar fazer um blog com o nome de Carpe Diem.
O que acha ?

Elisabete disse...

Tem toda a razão. Numa das imagens da manifestação em Coimbra, puseram um comentário do género: "e se fosses trabalhar". Confesso que respondi um pouco desabridamente. Mas quero fazer, também, o apelo a que não se respondam a provocações.
Gostaria ainda de propor que se enfatize o facto desta luta ter como objectivo principal a qualidade do ensino, o respeito pelo professor e da sua função, a exigência e o rigor contra o facilitismo. A avaliação é apenas um dos aspectos desta luta.
Não se pode desistir do essencial. Esta é a hora de dar a volta a isto. Força, colegas!!!

TempoBreve disse...

Eduarda:

O nosso Ensino está despido da memória histórica e da cultura necessárias.
O "sucesso" do Ministério da Educação começou aí. Daí ao facilitismo mais desbragado e ofensivo para alunos, professores, pais e país foi apenas mais um pequeno passo.
A nossa atenção deve a centrar-se em explicar aos alunos, aos pais e à sociedade em geral que a nossa luta é pela melhoria e qualidade do Ensino Público, para bem de todos.
Estes senhores já têm os tiques da ditadura. Só que ainda temem. Repare-se nos processos, nas ameaças e chantagens sobre os professores que falam.
Ninguém nos há-de calar.

TempoBreve disse...

Carpe diem!

Eu também gosto muito da expressão.
Nós, os professores, precisamos muito do apoio e da voz dos alunos: dos nossos, dos dos nossos colegas, dos da nossa escola, dos de todas as escolas. Mas, se o pedimos genericamente, não o podemos organizar, incentivar ou apoiar directa ou indirectamente. Nem nos ficaria bem.
Os alunos também têm as suas queixas. Também têm as suas responsabilidades. Também têm as suas exigências. Os alunos sabem bem como os professores andam alterados, enervados e cansados. Mas não é por causa deles, alunos. Os alunos sabem bem o que são as aulas de substituição de que a ministra tanto se orgulha. Eles sabem bem quais são os espaços indignos onde os professores os vão apoiando como podem.
Obrigado pelo seu apoio. E fique sabendo que os professores que dão a cara não rejeitam ser avaliados. Querem é ser avaliados por pessoas a quem reconheçam competência, e não por um burocrata qualquer. E fique sabendo também que os professores que dão a cara o fazem também em nome dos alunos. O dar a cara é um acto de cidadania. E é um acto pedagógico que serve para mostrar aos alunos que os seus professores não são uns bananas medrosos, incompetentes e indiferrentes face ao "terrorismo" que querem instaurar nas escolas sobre os docentes. E que defendem um Ensino Público de qualidade. E que são os primeiros a querem apoiar a sério os alunos que mais querem avançar e os que mais dificuldades apresentam.
Espero bem que você não seja meu aluno. Se o for, terei muito orgulho nisso. Mas não quero saber quem você é.
Não. Não o confundo com outros anónimos. Você, para mim, é o Carpe Diem. Já que me pede opinião, só lhe posso dizer que "Carpe Diem" é um nome muito apropriado e bonito para o seu blogue.
Um abraço.

TempoBreve disse...

Cara Elisabete:

Eles já perceberem que a nossa revolta não é motivada por egoísmos corporativistas. Daí o estarem a assestar todas as baterias contra nós, numa desvergonha inqualificável. Ao contrário do que pensam, isso só nos vai dar mais força. Leia, por favor a resposta que dei ao comentário do "Carpe Diem", aqui em cima.
Veja o cúmulo: os dirigentes do PS acabaram de nos dar a honra de nos transformar nos seus adversários principais ao organizarem um comício nacional como resposta às manifestações e à concentração do dia 8. Aquilo vai parecer uma romagem de desagravo não sei a quem. E apressaram-se a convocar sessões em todo o lugar para o próximo fim de semana, condicionando a ida a Lisboa de muitos professores do PS; ou, não a condicionando, pondo-os na lista negra das "promoções" partidárias.
Mas eu sei que há muitos professores socialistas que estão tão revoltados como os outros - justiça lhes seja feita.
Sim. Está na hora de dar a volta a isto. E os professores estão honrosamente na linha da frente.
Ou vencemos, ou os professores passarão a ser um arremedo do que eram. E, para arremedo, não vale a pena ser professor.
Até breve.