segunda-feira, 6 de abril de 2009

Aos "anónimos" e a todos os mais

Nestes últimos dias têm passado por aqui vários comentadores anónimos. Quanto ao anonimato, tudo muito bem. Eu não me importo minimamente com isso, até por que o tempo dos blogues é um outro tempo, e eu acho que as regras podem ser outras também. Uns deixaram comentários para mim muito simpáticos; outros psicanalizaram-me através da escrita - dizem eles; outros contaram histórias pouco inocentes de porcos e de cavalos. A todos agradeço. Já respondi a alguns. Responderei a todos. A nenhum procurarei ofender. E peço que quando fizerem comentários em textos mais antigos me avisem em comentário pequeno no último texto que eu tenha publicado. É que raras vezes eu passo por textos antigos, e posso, desse modo, deixar alguns sem resposta.
Um abraço para todos.

11 comentários:

Anónimo disse...

A sua urbanidade,a escolha de palavras adequadas,inermes,cheias de suprema moralidade,qual cartao de visitas com que V.Exa. se fez anunciar, tresandam a uma nobreza podre que foi pilhada de outras "esferas" e outras "referencias",que por certo V.Exa.nunca conheceu nem ira conhecer;para ser usada"ad libitum",e guardada novamente na "salgadeira" dos seus valores.Nao perca tempo a responder ao que foi dito.Ninguem esta interessado nas suas replicas.Guarde-as para si e mastigue-as a vontade.Pode ser que, do que dai resulte,o possa oferecer aos seus estolidos limicolas,e dar livre curso ao seu egotismo.O mesmo serve para quem quer que lhe tenha "limpo" o texto.

TempoBreve disse...

Caríssimo senhor "anónimo"!

Como está você? Espero que esteja melhor desses maus fígados que tem. Mas, se não conseguir as melhoras, tente ao menos sublimá-los, não na crítica que me faz - que eu não mereço tal honra -,mas na criação de obra válida, seja em que domínio for, como muitos já fizeram com arte.
O texto que aqui deixei teve a eficácia desejada: todos quantos o leram, fossem anónimos ou não, viram nele o que lá estava, e seguiram o seu caminho sem se sentirem atingidos; só você tomou para si - como era de esperar -, os ferretes que lá estavam prontinhos à sua espera: o anonimato abjecto; o eu não acreditar na sinceridade das "psicanálises" feitas através do que eu digo; o eu não acreditar na inocência de histórias que aqui apareceram. Fosse você ou não, você assumiu as dores disso tudo.
Quanto à urbanidade, moralidade e nobreza, e aos valores que refere, e me atribui, não os fui "pilhar" certamente às "esferas" e às "referências" onde você bebe os seus ou as suas, e a cuja elevação, pelo modo como se expressa, eu nunca poderei aspirar.
Olhe, meu caro migo: eu também não estou interessado em réplicas inúteis e fúteis a textos mal intencionados, e sem qualquer fundamento apresentado, mas, quando tiver que ser, lá terá que ser, ora não é? Mas um favor eu lhe peço, sem ponta de ironia: se quiser criticar, critique; se quiser ofender,ofenda; mas deixe de fora as outras pessoas que vêm aqui, das quais verdadeiramente só conheço uma, e não têm culpa do que vai na sua cabeça.
Não o conheço a si, talvez só porque você não escreve aqui o seu nome. Mas conheço a mentalidade que leva a dizer escondido aquilo que no tempo certo e no sítio certo não se conseguiu dizer às claras.
Apesar do "susto" que os seus comentários me provocam, vou continuar a falar de mim quando bem me apetecer, nem que seja inventando; e vou continuar a gostar e a falar de cavalos, e de outros animais, como já fiz algumas vezes aqui - do macaco, do melro, do pisco, do galo,da galinha, do coelho, da coelha, do gato, do cão, do cuco (é só procurar).
É claro que não vou gostar de todos. Espero que não me leve isso a mal.
Um abraço, sim?
PS: Como sou muito bondoso - e lá estou eu outra vez a falar de mim -,e caso você não me conheça, admito a hipótese de me estar a confundir com uma outra pessoa qualquer, o que seria lamentável.
Outro abraço.

IBEL disse...

Uma Páscoa Feliz, querido ANTÓNIO MOTA,na companhia dos teus ramos,"negrilho" fantástico," tu,gigante a sonhar,bosque suspenso/onde os pássaros e as estrelas fazem ninho".

Lety disse...

ola...
como esta?
já passou bastante tempo desde a última vez que o vi...
Esses "senhores" anónimos que falam de porcos e de cavalos acho que devem estar bastante confundidos...
É que neste blog não existem animais sem serem nas suas histórias há muito contadas!Quem escreve de nada tem de animal tem antes de Grande Homem que a muita gente é compreendido como um mestre ou um Deus a seguir!
Na minha opinião só tiro duas meras conclusões ou se enganaram na pessoa ou então como eu costumo dizer aos meu colegas:"estão com dor de cotovelo!Para issu existem cremes ou um bom estudo durante vários anos sobre as grandes letras para chegaram aos seus pés"
Não se rale senhor professor essas pessoas nem capacidade tem para lhe deixarem um comentário com nome(se é que o têm).

Deixo-lhe um beijinhu(se me premite)com uma enorme saudade para a pessoa que muito me ajudou a tornar mais livre e um ser mais conhecedor :-)

TempoBreve disse...

Ibel!

Obrigado.
Em pensamento ou murmúrio, já me chamaram quase tudo, para o bem e para o mal: para o bem, exageraram, mas como mo não disseram, perdoo-lhes o exagero; para o mal, talvez nem tanto - que sou merecedor de mais -, mas como mo não disseram, perdoo-lhes o apoucamento.
Com voz solta e afinada, também já me chamaram de muito - de muito, mas poucas vezes -, para o mal e para o bem. Para o mal, respondi sempre, como soube e como pude, e nunca me saí mal de todo, sendo que, entre defesa e contra ataque, aprendi sempre alguma coisa, mas nem sempre o confessando; para o bem, agradeci sempre (que é coisa rara em mim), ou fingi que não ouvi, deixando sempre bem claro que essas palavras de bem, não sendo reflexo de mim,reflectiam a bondade de quem mas fazia ouvir.
Voltando agora ao princípio, já me chamaram quase tudo, mas "Negrilho" ainda não. Ainda não, até agora. E tinhas que ser mesmo tu. Se eu não soubesse quem eras, sabia que era ironia a escorregar para o mal; mas como eu sei quem tu és, sei muito bem que é ironia, caindo a pique para o bem.
Mas o que é que te deu? Que ousadia tamanha, essa a de juntares no mesmo texto o meu nome e o "Negrilho", tão explícitamente do Torga! Faz-me sentir tão contraditoriamente pequenino e vaidoso. Não porque me sinta "Negrilho"; mas por abrigares o meu nome entre os pássaros que são dele.
Obrigado outra vez, sim?
Um abraço.

TempoBreve disse...

Olá, Letícia!
Não te incomodes. Isto não é nenhuma guerra. E, se fosse, eu não ia permitir que entrassem nela pessoas de quem eu gosto. Poderiam magoar-se, e isso ia magoar-me a mim muito mais que a tal guerra.
Olha, Letícia, aqui vem quem bem entende. Nunca censurei ninguém; nunca apaguei um comentário, fosse de apoio ou de crítica. Quem aqui vem e critica, acho que faz muito bem. Às vezes até têm razão, sabias? O que não devem é fazer acusações ou insinuações que eu acho que não têm razão de ser.
Quanto ao "anónimo" a que te referes, aquilo deve ter sido engano, ou uma provocação de mau gosto só para ver a reacção. Mas também pode bem ser a tal "dor" de que tu falas.
Olha, Letícia, continua a querer ser livre; continua a estudar e a pensar; mas não te ponhas para aí a dizer tão bem de mim. É um exagero. E isso pode ainda provocar mais dores de.
Um beijinho para ti. E dá lembranças minhas a todos os que ainda se lembram de mim.
:-)

Lety disse...

Ola

a minha avó costuma dizer com voz de sábia que os homens se tornam grandes através das grandes críticas mas não das impuras!

Sabe professor por vezes existem pessoas que muito mal passaram na vida, que sofreram e talves ainda tente esconder esse sofrimento através da escrita ou do sorriso e se existe alguém que as consiga mudar é o senhor com esse ar de grande homem e essas palavras que fazem estremecer!

Para mim quando uma pessoa faz indirectamente uma grande mudificação na minha pessoa eu somento posso agradecer através de meras palavras!E é isso que faço para lhe dizer um obrigado(Não parando de falar de si)!

Pode parecer um pouco estranho mas até os meninos que mais o criticavam proclamam o seu nome!Interesante não é?Eu acho fantástico o facto de o seu nome aparecer todos os dias numa aula!
:)

beijinhu grande

luCordeiro disse...

Quem faz comentários maldosos e acusações protegido pelo anonimato,aqui no Brasil chamamos de cafajeste covarde.Só te conheço pelos teus posts,então não sei que motivos tem uma pessoa para te atacar de maneira tão vil,escondidinho e cheio de medo.Li,num dos comments,que te chamaram de professor,o que significa que deves ser alguém que alcançou sucesso no que faz.Então,meu caro,o motivo do cafajeste está claro:inveja.E o modo pomposo e pernóstico,que usou nos ataques,deixa uma pista:o covardão te conhece,por isso te ataca anonimamente,o que mostra que morre de medo! Sabe o que penso?Apaga o que o "infeliz" escreveu e não se dê ao trabalho de responder.Ignorar esse tipo de gente é a melhor coisa a fazer.
Um grande abraço,professor.

luCordeiro disse...

Acabei de deixar um comentário no post anterior.
Abraços.

Ibel disse...

No ano passado ainda era muita negra a tristeza que eu sentia pela ausência física da minha mãe.
Vai daí, ou porque ela visse essa tristeza e quisesse que a sua menina( que para ela era a mais bonita!)se aliviasse dela,ou porque quis que a sua menina se comprometesqe a sério com as palavras,empurrou-a para um poeta que ela não conhecia e que lhe criou um blog para que aí pudesse derramar as lágrimas da sua saudade.
Mas fez mais.Deixou que o poeta, que tem um blog espantoso, espiçasse a sua imaginação com luar de gaivotas, granitos encantados,uma coelha atrevida empoleirado num galo, um homem caminhando sobre as águas,fotos à procura de texto...um ror de coisas do outro mundo.Até um macaco prodigioso e maroto e uma Bianca adormecida em página branca.
E daí que sucede? A menina atirou-se aos textos,aos seus e aos dele e acabou por construir uma história de amizade e de ternura, embora ele nunca mais a visitasse nos frutos que a ajudou a plantar.
Mas se calhar é o macaco que não o deixa...o tal maroto...
E tudo isto para quê? Porque acho que a minha mãe e um tal de artista se devem ter cruzado debaixo de alguma terra boa ou num céu de pássaros e de rosas donde nos piscam os olhos.
QUE BOM!

TempoBreve disse...

Letícia!
A tua avó tem razão. Eu entendo o que ela diz. Claro que há críticas e críticas. Mas, seja como for, o espírito crítico é um bem a incentivar e a desenvolver. Se ele, não vamos a lado nenhum. Ou, se formos, vamos às cegas. E quem vai às cegas, tarde ou cedo acaba por causar danos. Por isso, o espírito crítico é um bem precioso. Infelizmente, nem toda a gente pensa assim. E, porque não pensa assim e tem poder, não quer, essa gente, que o espírito crítico se desenvolva e fortaleça. A começar por quem "manda" no nosso sistema de ensino e nas escolas. Em vez de lugares onde se exercita o pensamento, essas pessoas preferem que as escolas se transformem apenas em armazéns onde se guardam os meninos coitadinhos pequeninos que não querem deixar crescer. Mas isso é outra história.
Não sei se falas por experiência própria acerca do sofrer que referes. Espero bem que não. Mas a escrita ajuda muito. Obriga-nos a pensar e ajuda-nos a aprender a pensar cada vez melhor. Se eu contribuí um pouco que fosse para desenvolveres o gosto pela escrita e pela leitura, isso só me pode envaidecer. E era a minha obrigação. Não tens nada que agradecer.
Obrigado por teres entendido tão bem que o que mais me motivava era "acordar" os alunos, espevitar os alunos, provocar os alunos, para que aprendessem a ver por si, a pensar por si, a ver, a ler, a escrever, a pensar.
Até sempre.